Porquê criámos o simulador de escolhas baseadas em valores
História de inquietação, ceticismo e vontade de criar espaço para escolhas reais
Falamos sempre em plural porque nunca ninguém chega a estas escolhas sozinho. A cada nova pessoa que testa o simulador, aprendemos. Crescemos juntos, adaptando o que oferecemos às preocupações que ouvimos de quem volta, desafia e aponta limites. Não somos neutros: queremos escolhas mais responsáveis, não receitas rápidas.
Se nos pergunta se somos perfeitos, respondemos: somos imperfeitos, mas não desonestos. Testamos o simulador com os mesmos filtros éticos que dizemos valorizar. Se um critério não faz sentido ou leva a decisões incoerentes, reformulamos. A nossa transparência não é uma promessa vazia; é uma rotina diária. Cada funcionalidade nasce para ser criticada — e, se preciso, reconstruída.
"Mas vocês não vão só ensinar a escolher empresas responsáveis?" Não. Ouvimos isso muito. Quem já testou o simulador percebe que não é sobre ensinar ou treinar — é sobre dar ao utilizador as ferramentas para duvidar, experimentar, testar hipóteses. Construímos este projeto porque nós próprios nunca encontramos um espaço seguro para errar, explorar filtros éticos e ver o impacto das escolhas sem medo de julgamento. Preferimos perguntas abertas a respostas fechadas. Nossa missão não é simplificar a realidade, mas mostrar como os dilemas surgem quando filtramos investimentos de acordo com convicções pessoais. Colocamos valores à frente do lucro fácil. A cada atualização, buscamos aproximar o simulador do que a vida real exige: escolhas conscientes, feedback honesto e nenhum atalho. Não escondemos limitações. Incentivamos os utilizadores a desafiarem os seus próprios filtros e a verem até onde vão as suas convicções, sem nunca perder de vista o contexto social e ambiental que molda as decisões.
Filosofia: ética, transparência e espaço para errar
Não acreditamos em atalhos ou fórmulas prontas. O nosso simulador foi desenhado para permitir o erro, o debate interno e a revisão de escolhas, valorizando sempre o processo e não apenas o resultado final.
Convidamos à dúvida constante. O simulador não fecha perguntas, abre espaço para novas. O utilizador tem liberdade de experimentar, criticar e ajustar os seus próprios limites.
O feedback direto de quem usa a plataforma é levado a sério. Se uma funcionalidade não cumpre a promessa de alinhamento com valores, somos os primeiros a reformular.
Quem somos e porque fazemos isto
Joana Cardoso Ferreira
Fundadora e arquiteta técnica
Especialidades principais
Mistura a curiosidade técnica com cepticismo saudável. Garante que nenhuma decisão técnica passa sem ser questionada por todos.
Miguel Varela Oliveira
Cofundador e analista de dados
Competências técnicas
Analisa dados como quem lê um romance, sempre à procura do detalhe inesperado. Foca-se em tornar os filtros justos e transparentes.
Rita Marques Gomes
Gestora de comunidade
Áreas de ligação
A ligação entre os utilizadores e a equipa técnica. Recolhe críticas sem filtros e não hesita em provocar debates acesos.
António Costa Silva
Designer de experiência
Competências em design
Traduz temas complexos para quem quer experimentar sem medo. Foco em garantir que a experiência é inclusiva, visual e acessível a todos.
Linha do tempo
Crescemos ao ritmo das dúvidas e do feedback de quem experimenta. Nunca paramos de reformular.
Primeira dúvida que deu origem ao projeto
Alguém perguntou: "Não é impossível filtrar tudo por valores pessoais?" Em vez de dar resposta pronta, decidimos experimentar. Nasce a ideia de criar uma ferramenta para testar filtros éticos em ambiente simulado.
Primeira versão interna e muito criticada
Depois de dezenas de protótipos e muitos fracassos, conseguimos lançar uma versão inicial aberta só a conhecidos. Testaram, criticaram e desmontaram tudo — e agradecemos por isso.
Plataforma aberta ao público com transparência reforçada
Versão aberta ao público com filtros mais transparentes, espaço para feedback direto e compromisso diário: manter a plataforma livre de atalhos fáceis e sempre aberta à crítica.